sábado, 10 de dezembro de 2011

Poema "Noite de Sábado"



Queria estabelecer novas fronteiras,
Discutir tratados,
Ou voar para Cingapura
E fundir corporações.
Queria muita coisa e muito mais,
Mas estou só aqui comigo hoje, em noite de sábado.
Não sei se posso concluir algo,
 Só refletir já não dá.
Construir alguma coisa sólida talvez.
O barulho da noite confunde-me,
Vejo sombras que me querem devorar,
Olho na boca do meu cachorro e vejo o mundo
Iluminado que transborda em mim.
A árvore de natal do parque apresenta suas luzes,
As avenidas brilham em São Paulo, é noite de sábado.
Chega de mães no Ibirapuera,
Avante à opressão dos seres ignotos.
Vamos todos nos reunir nas lápides da Consolação.
Sentar no seio de marcianas,
Devorar camelos no Egito.
Fundo-me ao nada e vejo a formiga que corre pela minha perna, coceira.
Apago e acendo a luz em frênito de loucura.
Já não posso mais e a tontura já adormece em meu ser,
Chamando-me para repousar em algum lugar.
Fico com minhas ilusões e esperanças
Em noite de sábado que não quer acabar.

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