Soneto a Gonçalves Dias
“Sabiá, sabiá, minha terra tem palmeiras,
Lá, na alcova, já
não há.
Minha terra é
muito bonita,
Há poços d’água
para eu tomar.
Minha terra, minha terra, como é bela
E lá não há prisão.
Sabiá, sabiá, minha terra tem palmeiras,
Coqueirais e tudo o mais, só para amar.
Carros, bicicletas e confusão completa,
Lá na minha terra
é tudo muito misturado.
Não há metrô, há
corrupção.
Sabiá, sabiá, minha terra tem palmeiras.
Largo tudo e vou para lá,
Sei lá se devo, mas vou
Para encontrar alguém para ser meu par.
Os passeios são completos se te vir lá
Porque minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá”.