terça-feira, 13 de dezembro de 2011

pausa

Às vezes, paramos para reabastecer o combustível da vida... dando atenção apenas às coisas cotidianas, que são muitas e, às vezes, consativas, mas também muito compensadores, a depender do ânimo e da aprendizagem que adquirimos com elas.  São as compras, os reparos na casa. Os simples detalhes, às vezes esquecidos: a  luz que queimou, o assoalho que rachou...
Às vezes, não percebemos, que a beleza da vida está no descanso repousante de um grande dia, repleto de pequenas tarefas, que nos ocupam, até no trânsito congestionado que nos toma o tempo entre um compromisso e outro.
Às vezes, paramos para ver o gesto delicado na vendedora de flores, que nos confidencia um momento de felicidade pelo qual está passando, ou no amigo que nos brinda com um agradável sorriso e compreensão.
Como são importantes esses momentos de pausa, porque eles nos tornam mais humanos, eis que também mais voltados às nossos origens eminementemente irracionais e inconscientes. Tornam-nos mais voltados aos sentidos essenciais, ao tato com os objetos vivos, que nos propicia esta parte de tão essencial de  nosso corpo, nossa mão. 
São esses momentos que hoje mais aprecio; esses momentos em que sou mais feliz, eis que mais perto de mim mesmo.
Somos todos um pouco artífices de grandes construções, de grandes ideias, mas as mais importantes não estão fora, mas sim dentro. São esses pequenos momentos de solidão que nos tornam grandes, que constroem o mundo.

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