domingo, 3 de junho de 2012

Travessia


Travessia

“Ando nessa cidade por suas  ruas de pedra,
 O sol bate em minha cabeça cintilante como uma espada,
 E a tontura toma conta de mim.
 A praça inundada de árvores atrasa,
 Deliciosamente, meus passos para que eu a ame cada vez mais.

 Não vejo pedestres nem carros,
 Só figuras de “Pelegatta”.
 Paro para um refresco e um café,
 Enquanto, na velha estação de trem
 Aguardo o primeiro horário para me levar de volta desse sonho urbano.

 Um rapaz louro oferece velhos retratos citadinos.
 Escolho-os a dedo.
 Vem o trem; as pessoas amontoam-se, parte.
 Já sentado, observo tudo o que passa por suas janelas mágicas.

 Vai tudo nessa viagem,
 Como vai o trem rompendo pedregulhos,
 Afundando pelas planícies deste país majestoso,
 Colorido como o mar do caribe.

 Na próxima parada, descerei
 Para continuar minha vida,
 Sem sentido, como a janela do trem.
 As montanhas indicam apenas a cor e o rumo, sentido  nenhum.

 Na grande e bela casa no outeiro quero repousar, permanecer,
 Ver o mar e a solidão passar, enquanto passa a chuva e vem o sol".

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