Travessia
“Ando nessa cidade por suas
ruas de pedra,
O sol bate em minha
cabeça cintilante como uma espada,
E a tontura toma
conta de mim.
A praça inundada de
árvores atrasa,
Deliciosamente, meus
passos para que eu a ame cada vez mais.
Não vejo pedestres
nem carros,
Só figuras de
“Pelegatta”.
Paro para um refresco
e um café,
Enquanto, na velha
estação de trem
Aguardo o primeiro
horário para me levar de volta desse sonho urbano.
Um rapaz louro
oferece velhos retratos citadinos.
Escolho-os a dedo.
Vem o trem; as
pessoas amontoam-se, parte.
Já sentado, observo
tudo o que passa por suas janelas mágicas.
Vai tudo nessa
viagem,
Como vai o trem
rompendo pedregulhos,
Afundando pelas
planícies deste país majestoso,
Colorido como o mar
do caribe.
Na próxima parada,
descerei
Para continuar minha
vida,
Sem sentido, como a
janela do trem.
As montanhas indicam
apenas a cor e o rumo, sentido nenhum.
Na grande e bela casa
no outeiro quero repousar, permanecer,
Ver o mar e a solidão
passar, enquanto passa a chuva e vem o sol".
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